quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Viagem ao Líbano

Estivemos no Líbano por 4 dias - foram dias incríveis!

Chegamos lá no dia 25 de agosto, à noite, e nosso amigo Bachar e seu primo nos buscaram no aeroporto, Rafic Hariri International Airport. Apesar de ser considerado aeroporto de Beirute, não fica localizado exatamente em Beirute... Na verdade, fomos a Beirute apenas no terceiro dia!

Foram 2,5 horas de vôo de Doha para o Líbano. Como fizemos check in online no site da Qatar Airways, e levamos apenas bagagem de mão, não precisamos despachar mala, chegamos ao aeroporto de Doha já na hora do embarque, foi super tranquilo.

Assim que saímos do aeroporto no Líbano fomos buscar a Carla (esposa do Bachar) na casa da sua família. O Bachar e a Carla são libaneses, mas moram em Brasília e estavam no Líbano de férias.

Nessa noite fomos a um bar/restaurante chamado Khaymet Saniour (www.khaymetalsaniour.com), e nos acabamos de comer comida libanesa! Além das comidinhas deliciosas, tomamos também um chopp libanês gostoso, chamado Almaza, e experimentei nargili. Ai, nargili não tem graça nenhuma, e além disso, é o mesmo ou pior do que fumar um cigarro, mas não tem o mesmo cheiro ruim do cigarro, é até bom. Só pra dizer que experimentei mesmo, já que todos naquele lugar estavam fumando aquilo. Mas definitivamente, não é minha praia...

Na manhã do dia seguinte curtimos a praia privativa dos chalés onde ficamos hospedados, na cidade de Jounieh. De tarde fomos às grutas Jeita, ou melhor, Jeita Grotto. (http://www.jeitagrotto.com). Nossa, que lugar maravilhoso, com uma infraestrutura excelente para turistas. O Bachar nos explicou que na guerra civil toda essa estrutura foi destruída, mas em pouco tempo tudo foi recuperado. Uma pena que é proibido tirar fotos dentro das grutas, mas é um lugar imperdível no Líbano, quem for lá não pode deixar de ir. Aliás, é tão proibido tirar fotos que antes da entrada da gruta há um locker para guardar câmeras fotográficas, filmadoras e celulares...

A subida para a gruta superior foi de teleférico, e antes da entrada há uma sala/cinema exibindo informações sobre as grutas. Já dentro da gruta, há uma passarela extensa que te permite passear ao longo dela, com uma visão de baixo e também lá de cima, já que o "teto" é muito alto. Quando saímos da gruta superior, um trenzinho nos levou à gruta inferior. Nessa o passeio é feito de barco, já que é uma gruta alagada. Apesar do calor do lado de fora, lá dentro estava muito frio, imagino que menos de 20C.

Baixei na Internet algumas fotos, dá para ter uma boa idéia de como é bonito.

Passarela na gruta superior

Gruta inferior




Almoçamos bem tarde nesse dia, no restaurante Manuella, em Jounieh (http://www.manuellarestaurant.com/home.htm). Mais uma vez, a comida estava uma delícia, com peixes no prato principal. Tão bom comer peixinho com as mãos! O restaurante era na beira do mar, com um visual maravilhoso. Como almoçamos tarde, o sol já estava descendo...




Na volta para o chalé passamos pela antiga Jounieh, uma arquitetura bem bonita e conservada.

De noite fomos tomar uns drinks com algumas pessoas do banco, que o Bachar conhecia e queria apresentar ao Cris. Mas antes disso fomos à casa da família da Carla e conhecemos seus pais, irmãos e sua sobrinha recém nascida - apenas 10 dias! Muito fofa!

No dia seguinte fomos aos Templos de Baalbek. Outro passeio incrível e imperdível. Fiquei doida, queria tirar foto de tudo! E tirei várias fotos, estão no álbum da viagem (o link para o álbum está lá no final).

Baalbek fica no vale de Bekaa, a pouco mais de 1.100 metros acima do nível o mar. Quando conquistada no império romano, Baalbek foi renomeada, para Heliopolis. Em grego, Helios = sol e Polis = cidade, ou seja, cidade do sol. Em 2006 houve conflitos na região, e li que devido às vibrações decorrentes de bombas o complexo foi abalado. Terremotos severos também já assolaram a região no passado. Dizem que dentre as ruínas de templos romanos existentes no mundo hoje, os templos de Baalbek são uns dos mais conservados.





Na saída, há um museu bonito e interessante, mostrando algumas peças recuperadas e as "engenharias" para a construção do templo.

Almoçamos em Baalbek mesmo, e se juntaram a nós parentes do Bachar, já que grande parte de sua família está lá - é a sua cidade natal, e ele nos mostrou até a casa onde cresceu! Depois fomos à casa da sua irmã: conversamos bastante, tomamos chá e café, comemos frutas... Detalhe que as frutas foram colhidas na hora, na própria casa!



Com o anoitecer se aproximando, outros membros da família chegaram, pois naquele dia iriam quebrar o jejum na casa onde estávamos. Parte da família do Bachar faz os jejuns do ramadã, e nos explicaram que a família sempre se reúne no fim da tarde para preparar o jantar e fazer o Iftah juntos. By the way, o ramadã no Líbano não é como no Qatar - não há nenhum tipo de restrição quanto a comer ou beber em público como aqui.

Pegamos novamente a estrada, voltamos à casa dos pais da Carla para um breve descanso, e em seguida fomos ao Santuário de Nossa Senhora do Líbano. Fica em um local muito alto da cidade, e lá em cima tem uma igreja grande, uma capelinha bem linda e uma vista muito bonita da cidade, além, é claro, de uma imagem enorme de N. Sra.


Na sexta feira exploramos Downtown Beirute. Reconstruíram o centro da cidade mantendo a arquitetura original, então temos a impressão de que estamos em um lugar muito antigo, porém super conservado. Há várias lojas, cafés e restaurantes na região, e parte do local é fechado para carros, é super agradável sentar em um daqueles cafés e ficar curtindo as pessoas passando, observando a arquitetura...


Depois do almoço em um restaurante na praça, fomos andando até a orla. Passamos um tempo no banco, que fica naquela região. Aliás, o edifício do HSBC foi severamente prejudicado no atentado que matou o primeiro ministro em fevereiro de 2005, pois a explosão ocorreu em um prédio bem ao lado. Hoje, já está todo recuperado. Para informações breves sobre os conflitos no país, acessem https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/le.html.


Um colega de banco do Cris fez um tour conosco, e nos levou à cobertura do prédio, de onde tirei as fotos abaixo. Ele explicou que a bomba foi colocada naquele local - entre dois prédios - para potencializar o seu efeito destruidor, o que tornou o impacto da explosão ainda mais forte.

Isso era um hotel, que estava em proceso de
revitalização quando houve o atentado.
Detalhe do local exato onde houve a explosão:
as vigas contorcidas pelo calor.

Depois da visita ao banco continuamos passeando a pé pela orla, muito agradável.
O Bachar nos perguntou se de noite queríamos ir a um club "western" ou se queríamos ir a um lugar com músicas libanesas - claro que escolhemos a última opção! Fomos ao Volume Resto Club, em Jounieh (http://www.volumerestoclub.com/). No começo estavam tocando músicas normais de clubs, aquecendo a galera... Quando o cantor libanês Carlos começou a cantar, o povo enloqueceu! Mudou completamente o estilo, parou de tocar música eletrônica e começaram músicas árabes com um toque de tun-tis-tun, muito doido. Só sei que o ritmo era muito gostoso, foi muito legal! Pena que não consegui colocar aqui o vídeo, daria pra perceber como as pessoas se empolgam com o cantor.


Dançando as musiquinhas libanesas - e não é que contagiou!
Esse era o cantor, e o moço de blusa vermelha ali atrás
fazia os barulhinhos da música árabe no teclado

No sábado de manhã já saímos do chalé com as malas e passamos o dia com o Bachar e a Carla, até a hora de irmos para o aeroporto e voltar para casa. Deixamos o Líbano sabendo que havia ainda muitos lugares para explorar, e se der certo, voltaremos para esquiar em 2010.

CURTAS
  • Tive a impressão que o Líbano é, na verdade, uma grande cidade - eu nunca sabia quando terminava uma cidade e onde começava a outra, é tudo muito junto! Parecia uma criança: "já chegamos a Beirute?"... 1 minuto depois: "já chegamos a Beirute?"... e de novo.... "já chegamos a Beirute?"
  • As pessoas são muito simpáticas e calorosas - parece até o Brasil.
  • O francês é o segundo idioma. Placas de trânsito, cardápios de restaurante e outros avisos em geral são em árabe e em francês; algumas vezes em inglês também. Não há lojas com nomes árabes, todas têm nomes franceses.
  • Sempre há frutas após as refeições, e em grande variedade. Até no club colocaram na mesa várias frutas. Alguém já comeu banana na balada?
  • Nas refeições de comida libanesa, a batata frita (french fries) sempre está presente.
  • O trânsito é maluco, eu não alugaria carro lá... Estão duvidando? Vejam o que encontrei no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=W4ginS5WtMs.
  • Semáforo existe mas ninguém respeita.
  • Motos circulam na contramão constantemente, no canto direito ou esquerdo da pista.
  • Quando não está um engarrafamento enorme, os carros te cortam pela direita ou pela esquerda em alta velocidade, tirando fino do carro.
  • Não há fiscalização de velocidade - free speed!
  • Cruzamentos são uma coisa de louco, entra na pista quem se enfiar primeiro, mas os motoristas no fim se entendem...
  • Buzina é mais usada do que seta, os motoristas de taxi andam com uma mão no volante e a outra já estrategicamente colocada no centro do volante, na buzina. E não é que buzinam porque há algum carro fechando ou coisa parecida... Sei lá eu porque buzinam tanto e sem motivo! Chega a ser cômico!
  • As rodovias entre o litoral e as montanhas são mão dupla, com duas/três faixas imaginárias em cada sentido - como não há sinalizaçao horizontal na pista, os carros constantemente invadem o que seria a pista da direção contrária - mas outra vez, todos se entendem no final...
  • A Carla e o Bachar são ótimos motoristas - com esse trânsito doido, não tem como ser diferente! Tem que ser muito esperto!
  • Achei interessante ver como as cidades se desenvolvem nas montanhas íngremes. Para quem sempre morou em Brasília (planalto) e agora está no Qatar (relevo mais alto = 103m acima do nível do mar), isso é visualmente muito diferente!
  • Não importa a hora do dia ou da noite, as ruas estão sempre cheias e movimentadas.
  • Não há favelas como no Brasil, raramente se vê pobreza. Há prédios e construções com buracos de tiros e marcas da guerra. Há também edifícios muito bonitos e completamente recuperados. Grandes contrastes.


  • No caminho entre as montanhas e o litoral, passamos por vários controles de segurança - sempre com militares armados. Aliás, era cena comum passar por algum carro militar cheio de soldadinhos, e também por postos de controle como esses, tanto na estrada, quanto no centro de Beirute, por exemplo.


O álbum completo da viagem pode ser acessado no perfil do msn, no seguinte link:
https://cid-94415b5dfb6a3476.skydrive.live.com/self.aspx/L%c3%adbano^J%20agosto%20de%202009.
Se alguém não conseguir acessar, me avise, ok?

5 comentários:

Anônimo disse...

Júuuuuuuuuuuuuuu

Um barato ler seus posts... viajo mesmo... imaginado como é tudo...
Eu quero entrar no skype pra gente falar mas não tá entrando aqui no trampo...
Vc só esqueceu de dia 05, colocar no seu post Parabéns pra Laninha, 02 aninhos... \o/

Bjussssssssssssssssssssss

Giiii

Anônimo disse...

Oi Ju e Cris!
Adorei os posts e fotos do Líbano. Fiquei lembrando do meu pai falando o quanto o Líbano é lindo, que eu preciso conhecer, que as frutas são as melhores, que a comida é a melhor, que o Líbano é o melhor em tudo... hehehehehehehe.
Vou contar p ele as aventuras por lá... vai ficar todo orgulhoso.
Vocês estão lindos!
Beijos saudosos da prima Dani, Jorge e Gabriel.

Ju e Cris disse...

Gigi - já falei com seu maridin no skype mas nada de você aparecer!!! Cadê tu, tatu? E feliz aniversário (atrasado) pra Laninha!

Dani - as frutas no Líbano são realmente deliciosas! E a comida libanesa que servem por aqui é bem diferente da comida árabe dos restaurantes aí do Brasil. Aqui é muito, mas muito gostoso! Mas preciso confessar que ainda prefiro o charuto que como na casa da sua mãe! E o quibe assado de tabuleiro dela, com cebola... Hummm... esse é imbatível!

Anônimo disse...

Oi JUJU, so hoje mami está vendo seu blog, que viagem gostosa que vcs fizeram! Não passaram nenhum susto?! Realmente, a minha "viagem" com sua narrativa foi muito boa tbém. e eu não provei o quibe assado daí, mas tenho certeza que o da Tita Ira é mais gostoso!!!! kkkkkk bjs.

Anônimo disse...

Ai, Juju, estou com tantas saudades!!!!
Seu blog tá muito legal, pelo menos assim ficamos sabendo de tudo que está acontecendo com vcs!
Beijos grandes, neguinha! Te amo!
Beta

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